13 de março de 2009

Pedaços de tempo...

-----Aborrecido com o processador de texto (que não tem de facto culpa dos meus súbitos vazios de criatividade), fiz uma pausa para um cigarro. Mas vi-te sentada na cama, serenamente compenetrada na imensidão de papéis espalhados nos cobertores, e retrocedi. Assustaste-te quando me deitei ao teu lado; e depois sorriste ante o meu olhar inflamado. Puxei-te para mim; num gesto brusco arranquei-te a camisola, deixando que a palidez da tua pele me inebriasse a razão. A paixão incendiou-me quando me debrucei sobre o teu perfume – e tu cedeste, inclinada para trás, na urgência de me sentires entrar no teu corpo.
-----Fizemos amor em silêncio, primeiro devagar; depois os suores e os cheiros diluíram-se em gemidos, enquanto acometíamos furiosamente um contra o outro, explodindo de prazer. As carnes estremeceram no grito que cortou o silêncio do quarto; e adormecemos enrolados nos papéis molhados, acariciados pela brisa morna que corria da janela mal fechada.

5 comentários:

Anónimo disse...

Fazer amor é divino, principalmente com a pessoa que se ama, é na mistura das carnes, do prazer e no fogo da paixão, que as duas almas se encontram nesses desejos supremos de volúpia.

Beijo

Anónimo disse...

Sim senhor, O AMOR é Lindo!!!
A Sinceridade também...

Anónimo disse...

Anónimo disse...
"Sim senhor, O AMOR é Lindo!!!
A Sinceridade também..."

"A Sinceridade também" Verdade Anónimo,
Pena que nem toda a gente consegue ser.
Amor é um sentimento com o qual não se deve brincar.
Ao autor do post: Continua com esse imenso amor que demonstras ter, e eu sei que tens…
Ao anónimo: se também tiveres um amor assim, agarra-o e segue o mesmo conselho.

Ass: Eu mesmo

Luís Mouta disse...

Eu entendo que no amor, assim como na vida, a sinceridade deve ser o alicerce de todas as relações; contudo, não é raro que as paixões exacerbadas exerçam um domínio avassalador sobre a racionalidade das pessoas, ao ponto de poderem ser confundidas com irresponsabilidade. Contudo não são; e ninguém é irresponsável quando ama, pois o amor é – por si só – um sentimento de contradições.
Durante a minha vida (e já lá vão quase 34 anos) debrucei-me – muitas vezes com sacrifício pessoal – na tentativa de compreender o seu funcionamento. E fui descobrindo que por ele se fazem coisas impensáveis. E que razões explicam estas alterações comportamentais? A esta pergunta, Blaise Pascal – que foi um filósofo religioso francês do século XVII – criou uma das afirmações mais pronunciadas pela humanidade até aos nossos dias: «O coração tem razões que a própria razão desconhece»!
Assim, só a mentira não poderá ser tolerada. O resto deve apenas ser entendido como uma manifestação desses sentimentos inflamados.
Obrigado pelos vossos comentários.

A_maria34 disse...

és um romantico encantador.... mas .... as pernocas so ao vivo