26 de março de 2009

A remissão possível...

-----Iniciei hoje uma nova etapa na minha louca correria pelo mundo das sensações: reconquistei o meu filho e selei esse reencontro com lágrimas; foi num abraço intenso, carregado de dores profundas, que o ganhei – confesso que, passados que estão esses momentos, tudo me parece mais relativo agora, sem a assustadora pressão dessa horas.
-----E que dia tão louco, este: a esperança que alimentei durante a manhã diluiu-se na resignação com que tive de encarar algumas certezas tristes (confesso que não estava à espera de algumas verdades!); mas eu sei que na vida há momentos de perder, ainda que a derrota nos seja imposta por circunstâncias muito pouco esclarecidas. No entanto, no fim ganhei o meu filho (que é a maior batalha da minha persistente existência); e ganhei-me a mim, na certeza que tenho de que sou um adversário das adversidades.
-----Termino com um agradecimento aos meus advogados pelas palavras apaziguadoras: sem eles o incêndio seria muito mais devastador, e as explosões bem menos controladas; a eles, um sincero bem-haja.

2 comentários:

Anónimo disse...

A vida é feita de encontros, desencontros e reencontros, é aí que reside a nossa essência, há que os saber valorizar a todos, na esperança que cada um seja tão importante quanto os outros.
Nas derrotas e nas vitórias, há que tirar lições para toda a vida, é nesses momentos de aprendizagem que nos podemos tornar pessoas mais justas e mais equilibradas, e com conceitos de valor mais intrínsecos.
Familiares, amigos e conhecidos deveriam estar sempre connosco nas adversidades, e estas tornar-se-iam bem mais fáceis de circundar e ultrapassar.

Beijo

Luís Mouta disse...

Anónimo,

tanto quanto sei, é nas adversidades que se percebe quem são os nossos verdadeiros amigos; na generalidade, perante as dificuldades - quando deixamos de ter alguma coisa para dar -, fogem quase todos. Os que persistem é que são, de facto, quem gosta de nós...

Beijinho!